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  • clara ceribelli

Os opostos que se atraem

O relacionamento afetivo é, na minha opinião, o maior portal de cura que existe. Isso porque ele te mostra na prática a dança entre as polaridades (feminino - masculino) dentro e fora de você. Dentro, porque todos temos as duas energias e nossas maiores brigas internas vem do nosso próprio desequilíbrio interno de polaridades (excesso de uma e falta da outra em diferentes circunstâncias). Fora, porque você deve aprender a se harmonizar com a polaridade do outro para que possam estrar em harmonia. Num relacionamento, independente de sexo/gênero/orientação sexual, cada um dos dois sempre vai (ou deveria) assumir uma polaridade dominante oposta (uma pessoa vai ser o polo masculino e a outra o polo feminino). Isso porque só a oposição vai gerar conexão. Dois polos femininos não se atraem e dois polos masculinos não se atraem, eletromagneticamente falando só os opostos se unem… como um imã mesmo, iguais se repelem e opostos “grudam”, rs. Assim como na ciência, na atração afetiva o fenômeno é o mesmo, já que tudo advém da mesma energia. O que acontece dentro das relações é que muitas vezes entramos na “polaridade errada”, por conta dos nossos próprios bloqueios internos, e isso gera desconexão. Mulheres com a polaridade masculina dominante e homens com a polaridade feminina dominante sofrem muito de forma geral, porque estão indo contra a natureza da própria programação genética do corpo. A mulher naturalmente se sente mais realizada quando está com o polo feminino dominante, e o homem se sente mais realizado quando está com o polo masculino dominante, isso tanto na vida geral, quanto dentro da relação. Essa dominância não exclui o fato de termos AMBAS as energias dentro da gente, mas simplesmente nos mostra qual o caminho que devemos buscar para nos sentirmos mais “em casa” - ou seja, uma mulher tem ambas as polaridades dentro dela, feminina e masculina, e ambas tem seu propósito, ambas são importantes, ambas serão usadas, mas… para “se recarregar”, ela sempre vai se orientar pela energia feminina - ela se abastece disso! O homem faz a mesma coisa com a energia masculina. É tudo uma questão de orientação. A compreensão da polaridade oposta dentro da gente também é parte extremamente importante para nosso desenvolvimento - uma mulher dominantemente feminina deve trabalhar pela cura do seu masculino interno e integrá-lo, e o homem dominantemente masculino deve trabalhar pela cura do seu feminino interno e integrá-lo. Esse é um dos maiores desafios evolutivos porque estamos lidando com “dois” dentro de nós mesmos, e no relacionamento estaremos lidando com “quatro”, rs, já que as polaridades revezam entre si, flutuam, e estão sempre se auto ajustando. Muito se fala por aí sobre polaridades, sobre yin/yang, mas podemos entender facilmente com apenas duas palavras: o polo feminino é “receptivo” e o polo masculino é “penetrante”. O feminino se reabastece de silêncio, estaticidade, vazio, relaxamento… o masculino se reabastece de atividade, movimento, esforço, dinamismo. Os próprios corpos são a representação PERFEITA das polaridades: a mulher tem vagina, órgão interno, canal aberto, escuro, vazio - que recebe; o homem tem pênis, órgão externo, membro introdutório, visível, cheio - que penetra. A mulher tem estrogênio e progesterona que oscilam drasticamente todos os meses; o homem tem testosterona que se mantém alta e constante todo dia. A mulher tem óvulos, sendo apenas um liberado a cada ciclo, e ele apenas flui dentro da cavidade uterina lentamente, não fazendo nada para a fecundação além de simplesmente existir, estar ali… ser; o homem tem espermatozoide, que são produzidos aos milhões o dia inteiro sem parar e que correm numa velocidade enorme para que a fecundação ocorra, ele é quem faz a ação. O funcionamento de cada corpo como acabei de descrever diz MUITO sobre nosso comportamento, sobre nossas emoções, e também, sobre a maneira como nos conectamos nos relacionamentos, e como devemos nos abastecer energeticamente dependendo de sua polaridade dominante. A mulher com feminino dominante se abastece do interior, do silenciamento… ela PRECISA relaxar para se sentir ela mesma. O homem com masculino dominante se abastece do externo, do movimento… ele PRECISA de atividade para se sentir ele mesmo. Mas, isso tudo deve estar muito bem equilibrado com o oposto dentro de nós mesmos. A mulher também precisa ativar a energia masculina dentro dela, precisa fazer, precisa agir, precisa manifestar… e o homem também precisa ativar a energia feminina dentro dele, precisa silenciar, precisa sentir, precisa relaxar… na natureza existe dia e noite, verão e inverno, e ambos são importantes para o nosso bem estar, ambos tem suas funções opostas, diferentes, e… complementares! A questão da dominância é simplesmente para onde vamos para se auto regular, onde nos sentimos em “nossa casa”, “nossa natureza primordial”. A polaridade dominante também é a energia que nos orienta em nossas ações para que elas sejam mais harmônicas e entrem em fluxo. O polo feminino orienta a mulher para desenvolver sua sabedoria interna, o polo masculino orienta o homem para desenvolver a manifestação externa. Na mulher, o polo feminino “usa” seu polo masculino interno a seu favor para que ela conquiste e se realize, tenha força e posicionamento; no homem, o polo masculino “usa” seu polo feminino interno a seu favor para que ele tenha intuição e se oriente, seja sensível e emocionalmente aberto. A explicação individualizada de cada polaridade é apenas para questão de entendimento das duas naturezas separadas, mas na prática elas se mesclam e estão sempre agindo em conjunto, tanto no indivíduo quanto nas relações. É importante acessar nossa polaridade dominante para que possamos entrar em fluxo com ela e termos conexão em nossos relacionamentos, já que, como eu já disse, a atração só acontece por dois polos opostos. 3 exemplos clássicos de comportamentos em relações afetivas que estão com a polaridade desregulada:

1 - quando os dois estão no masculino só há brigas, agressividade, competição por “quem manda” e quem “controla” e a tendência é ficar cada vez mais violento pelo "território";

2 - quando os dois estão no feminino a relação tende a esfriar e virar mais uma amizade, cai no tédio e não vai pra frente porque não há a oposição de polos gerando química e atração;

3 - O mais comum dos tempos atuais! Quando os dois estão com a polaridade invertida - mulher com masculino dominante e homem com feminino dominante. A mulher se torna aquele clichê de brava, mandona, controladora e que constantemente gera brigas na relação, e o homem se torna aquele clichê de “cachorro”, “pau mandado”, que na frente dela “obedece” mas pelas costas não a suporta. Quanto mais a mulher quer dominar, mais passivo o homem fica, deixando ela ainda mais frustrada por sentir a “fraqueza” dele, que consequentemente se torna ainda mais fraco por ela não “deixar” ele se posicionar com "força". Esse homem tem medo de se posicionar e assumir o masculino dominante porque tem medo de piorar as brigar, e então ele entra no feminino e “deixa ela mandar”, achando que isso vai pacificar a situação, o que até pode acontecer no momento do conflito, mas a longo prazo, só vai piorar a relação porque vai detonar a autoestima dele e deixar ela cada vez mais insegura. Essa mulher tem medo da própria vulnerabilidade e não consegue assumir o feminino dominante porque não sente segurança em se abrir, por isso, ela entra no masculino e tenta controlar tudo através de brigas, achando que assim estará se protegendo, o que é uma ilusão a longo prazo porque ela só vai afastar ainda mais a proteção que ela tanto deseja desse homem.

Casais com a polaridade invertida precisam trabalhar na cura e repolarização interna de suas próprias energias. Essa mulher precisa se permitir voltar pro feminino que é receptivo e colocar o masculino dela “no seu lugar”, sem deixar que ele domine ela e suas relações por instintos agressivos. Esse homem precisa aprender a ir pro seu masculino que é penetrante, que se posiciona, direciona com segurança e assertividade, colocando o feminino dele “no seu lugar”, sem virar escravo de sua própria sensibilidade.

Não é apenas um trabalho de “a mulher cura o feminino e o homem cura o masculino”. Na maioria das vezes é tão difícil quanto ou ainda mais, curar a nossa própria polaridade oposta e é por isso que temos tanta dificuldade de lidar com as relações, porque elas nos mostram escancaradamente nossos desequilíbrios de polaridade interna. A mulher com o masculino dominante não só vai ter que fortalecer seu feminino interior para que se sinta segura dentro dela mesma, quanto também vai ter que curar seu masculino interior que aprendeu a ser controlador e agressivo como forma de proteger a si mesma. O homem com o feminino dominante não só vai ter que fortalecer seu masculino interior para que se sinta confiante em seus posicionamentos, quanto também vai ter que curar seu feminino interior que aprendeu a ser frágil e sem limites como forma de evitar conflitos. Mulheres com o masculino dominante vivem exaustas e estressadas porque nunca descansam dentro de si mesmas, e homens com o feminino dominante vivem confusos e perdidos porque nunca abastecem suas atitudes. É um verdadeiro inferno tanto para o indivíduo quanto para o casal. Por isso, nos alinharmos com a polaridade dominante “correta” é o que nos reabastece e nos orienta, porque ela nos mostra exatamente como devemos nos sentir e o que devemos fazer para nos sentirmos em harmonia interna e dentro da relação também. Tudo isso não é nem um pouco simples nem fácil, e vai além de uma questão apenas de autoconhecimento e de tentar mudar atitudes… é algo vibracional, por isso extremamente profundo. A energia não mente, então não importa o quanto você tente “agir como feminina”, se a sua ENERGIA estiver dominantemente masculina, é isso que vai contar porque é isso que você vai estar EMANANDO, não importa o que fale ou faça. Para saber modular essa energia interna é preciso uma grande reforma interior e domínio de si próprio. É preciso mudar sua vida para que ela vá em direção ao polo que te orienta. É preciso desbloquear em todos os níveis o que está limitando ou exacerbando cada polaridade dentro de você.


CHAMAS GÊMEAS


Em qualquer tipo de relacionamento afetivo toda essa dança das polaridades já ocorre naturalmente e é um grande espelho, porém, nas relações de Chamas Gêmeas isso se torna muito mais intenso e DECISIVO, já que os dois compartilham da mesma essência. Nesse vídeo https://youtu.be/TBZdaiN_d7U eu explico em detalhes o que são Chamas Gêmeas, Almas Gêmeas e Relacionamentos Cármicos, por isso não vou me estender muito aqui já que é um tema complexo que exige muitas explicações, recomendo que assistam para entender! Mas, em resumo, as Chamas Gêmeas são duas partes da mesma alma - um é o polo masculino e o outro o polo feminino, que formam uma alma só, mas que aqui na Terra estão separados em dois corpos. Na relação de Chamas o trabalho energético de polaridades se torna muito minucioso porque as polaridades são a própria energia originária dos dois, então todos os seus “problemas” vem do desequilíbrio entre eles mesmos em seus polos opostos, e aí surge o espelhamento da relação. A Chama Feminina espelha pro Masculino tudo que ele tem que curar em relação ao feminino e masculino dentro DELE MESMO, e a Chama Masculina espelha pro Feminino tudo que ela tem que curar em relação ao feminino e masculino dentro DELA MESMA. É muito comum nas relações de Chama as polaridades se inverterem para que eles possam olhar suas sombras, ou seja, muitas vezes a contraparte feminina vai estar com o masculino dominante para que ela possa curar sua energia masculina, e a contraparte masculina vai estar com o feminino dominante para que ele possa curar sua energia feminina. Essa cura de cada um dos seus opostos interiores é o que permite que eles voltem para polaridade “correta” futuramente e consigam se harmonizar na relação. A contraparte feminina só vai conseguir entrar no polo feminino quando ela curar seu masculino interior que é espelhado pelo comportamento da contraparte masculina lá fora, e vice versa. Vamos dar nomes para exemplificar melhor:

João e Maria. João em origem é a contraparte masculina e Maria a contraparte feminina, mas no momento João está com a polaridade feminina dominante e Maria com o masculino dominante. Em sua energia de "base" (origem), eles estão no "lugar certo", João masculino e Maria feminina, mas na dinâmica eles se apresentam de forma oposta para curarem as sombras de cada um. João cura Maria através da cura do seu feminino interior, e Maria cura João através da cura do seu masculino interior. Quando João cura seu feminino, automaticamente está equilibrando seu masculino e o fortalecendo, fazendo com que assim ele volte pra sua polaridade dominante de origem, e Maria a mesma coisa. Como ambos fazem parte da mesma alma, os desequilíbrios são os mesmos, mas são manifestados separadamente em forma de corpos e polaridades opostas para que eles possam se espelhar e se curar. O espelhamento nada mais é do que a conscientização de que as projeções que a gente faz em cima do outro, na verdade são NOSSAS sombras internas. Ou seja, tudo em João que machuca Maria, na verdade é um bloqueio DELA que ela deve acessar para curar os dois; ele está apenas mostrando pra ela através do comportamento dele. E vice versa! Na relação de Chamas Gêmeas é difícil delimitar o perímetro de “onde começa um e termina o outro”, assim como na integração de yin/yang é difícil definir o que é o quê, porque ambas as energias atuam em conjunto e se misturam. As Chamas Gêmeas nasceram da energia Yin/Yang primordial do universo, é como se fossem pequenos núcleos reduzidos e individualizados das polaridades maiores originais, por isso que, apesar de serem “dois”, são “um”, e quando se relacionam estão diretamente espelhando os bloqueios de polaridade em cada um. Assim como em qualquer casal, a atração, conexão e harmonia só vai se manter se cada um estiver alinhado com a polaridade interna e cada um se posicionar energeticamente de forma oposta e complementar (um no feminino e outro no masculino), mas, diferente de casais normais, entre as Chamas isso é bem mais problemático porque é como se literalmente fossem puxados para a força das energias originais, e esse “puxão” exige com que façamos a cura dos nossos bloqueios femininos e masculinos. Como as Chamas são parte uma da outra, esse vínculo nunca vai ser quebrado, portanto, sempre estarão se atraindo uma para a outra, como um imã também - literalmente eletromagnetismo! Por conta dos nossos bloqueios internos, acabamos por nos repelir e nos afastar, e continuamos nos atraindo, até repelir e afastar de novo, e essa repulsão e afastamento é originada por nós mesmos e nossas travas interiores. Não importa quantas vezes haja repulsão, a atração vai continuar já que são inseparáveis e a União está pré-programada em nossa própria Criação; a única maneira de parar de se repelir é se curando internamente, principalmente no que diz respeito a ajuste e cura das polaridades. O espelhamento é isso, mostra o que precisa ser ajustado. A cura das polaridades vale para qualquer relacionamento funcionar, mas, qualquer outro relacionamento você pode terminar, o de Chamas Gêmeas não. O “término” de chamas é apenas uma ilusão terrena, porque em origem vocês são a mesma coisa, vocês ESTÃO juntos, é impossível terminar com você mesmo, rs. Chega a parecer que o universo está te pregando uma grande peça. Você é literalmente obrigado a se resolver consigo mesmo e com a pessoa, tamanha a força do campo de atração. E por isso que um encontro entre Chamas é um acelerador de evolução, expansão de consciência e transcendência do ego. Tudo o que chamamos de bloqueio, trava, trauma, bagagem… é o que forma o ego. A única maneira de Ascender é abrir mão de tudo isso e deixar o Amor da Criação entrar - Amor esse que queima tudo, purifica tudo, abre seu coração e não deixa restar nada que não seja ele - Como uma Chama!




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